Com a proximidade do fim do ano era altura de
plantar morangos. Não tínhamos qualquer plano para este cultivo e finalmente
decidimos aproveitar que uns produtores amigos iam fazer uma encomenda de
plantas para encomendar as nossas. Duzentas plantas que para nós, pequenos agricultores, nos pareceram muitas e que depois percebemos que qualquer vizinho nosso
só para seu consumo privado não planta menos de trezentas. Sim, trezentas, no
mínimo!
Mas deixemos as comparações de lado e vamos ao que
interessa. No nosso trabalho entre outras desvantagens temos que passamos algum
tempo agachados já seja para semear, plantar, mondar ou colher. E posso
garantir-vos que não é a posição mais confortável para trabalhar e por isso
sonhamos com poder trabalhar de pé. De modo que com esta idéia construímos um
sistema para os morangos utilizando chapas de zinco recicladas e dobradas,
apoiadas em cavaletes de madeira. Na base dos “tubos” colocamos pedra para que
drene bem e em cima enchemos com uma mistura de terra, turba e estrume. Para
finalizar a água da rega é recuperada e pode ser reutilizada. Com tudo isto
montado foi só plantar os morangos.
Ainda nos sobravam bastantes pés e todos insistiam
em que os puséssemos com plástico. Não somos fãs do plástico mas resolvemos
experimentar. Tem como vantagens evitar ervas daninhas e que a fruta não toca no chão.
Depois de plantar duas filas em plástico, ainda nos
sobravam pés e já que andávamos em modo de experiências, decidimos pô-los como
sempre o fizemos, na terra sem plásticos.
E depois disto ainda nos sobraram uns poucos pés
porque afinal de contas e contra todas as opiniões, duzentos morangueiros são
muitos morangueiros (ao menos para nós!). Acabamos por reparti-los por uma
caixa de esferovite reciclada. Aproveitei para lhe pôr um
vidro (também reciclado!) e assim temos uma mini-estufa. E depois disto ainda
ficaram três pés que coloquei em vasos. Ufff!
Conclusões de tudo isto:
1. para quem não tinha previsto cultivar morangos,
acabamos por investir bastante tempo e trabalho mas o mais importante foi o
quanto nos divertimos e emocionamos com todas estas experiências;
2. com esta variedade de técnicas vamos poder ver
qual funciona melhor. E funcionar melhor não é só produzir mais ou ter menos
trabalho, é também ver qual é a técnica que dá morangos mais saborosos que
afinal de contas é o nosso principal objetivo;
3. trabalhar em grupo é sempre melhor sobretudo
quando somos pequenos. Foi bom poder partilhar a encomenda com outro produtor
um pouco maior que nós já que provavelmente o fornecedor não nos teria enviado só 200 pés. E foi bom ter a ajuda de um cliente do Mercado da Quinta das Conchas (benditos mercados!!) que nos deu uma mãozinha para plantar tanto
morangueiro. Sem ele ter posto o plástico em dia de vento teria sido uma tarefa
bem mais complicada;
E agora clientes, amigos, leitores, apreciadores de
morangos dos bons, daqueles que são produzidos respeitando os tempos da
natureza e a natureza, resta-nos esperar alguns meses mas garantimos-vos que a
espera vai valer a pena porque as coisas feitas com carinho só podem sair boas!

Experimentos o de como facilitar el trabajo del agricultor
Con la llegada del final de año era hora de ir pensando en
plantar fresas. No teníamos cualquier plan para este cultivo y al final hemos
decidido aprovechar que unos productores nuestros amigos iban a hacer un pedido
de plantas, para encargar las nuestras. Doscientas plantas que para nosotros,
pequeños agricultores, nos han parecido muchas y que después nos hemos dado
cuenta que cualquier vecino nuestro, sólo para su consumo, no planta menos de
trescientos pies. Sí, trescientos, como mínimo!
Pero dejemos las comparaciones y vamos al grano. En
nuestro trabajo, entre otras desventajas tenemos que hay que pasar algún tiempo
agachados ya sea para sembrar, plantar, quitar hierbas o cosechar. Y os puedo
garantizar que no es la posición más cómoda para trabajar y por eso soñamos con
poder trabajar más de pié. Así que, con esta idea en la cabeza construimos un
sistema para las fresas utilizando chapas de zinc recicladas y dobladas, apoyadas
en pies de madera. En la base de los tubos pusimos piedra para el drenaje y
encima llenamos con una mezcla de tierra, turba y estiércol. Para terminar el
agua del riego se recupera y puede ser reutilizada. Con todo esto montado,
plantamos las fresas.
Aun nos sobraban fresas y todos insistían que las pusiéramos
con plástico. No somos amantes del plástico pero al final lo probamos. Tiene
como ventajas evitar malas hierbas y que la fruta no toca en el suelo.
Después de plantar dos hileras con plástico, aun nos sobraban
pies y como estábamos en modo pruebas, hemos decidido ponerlas como siempre lo
hemos hecho, directamente en la tierra sin plástico.
Y después de todo esto aun nos sobraban pies porque al
final y contra todas las opiniones, doscientas fresas, son muchas fresas (al
menos para nosotros!!). Las repartimos por una caja reciclada. Le pusimos un
cristal encima (también reciclado!) y así tenemos un mini invernadero. Y
después de esto aun nos sobraban 3 plantas que las pusimos en macetas. Uff!!
Conclusiones de
todo esto:
1.para quien no tenia previsto plantar fresas, acabamos
por invertir bastante tiempo y trabajo pero lo más importante fue lo bien que
nos lo pasamos y lo emocionante que es hacer pruebas;
2.con esta variedad de técnicas vamos a poder ver cual es
la que mejor funciona. Y funcionar mejor no es sólo producir más o tener menos
trabajo, es también ver cual es la técnica que da fresas más sabrosas que al
final es nuestro objetivo;
3.trabajar en grupo siempre es mejor sobretodo si somos
pequeños. Ha estado muy bien poder compartir el pedido ya que el proveedor no
nos hubiese enviado sólo 200
pies. Y también ha sido buen tener la ayuda de un
cliente del Mercado de Quinta das Conchas que nos ha echado una mano para
plantar tantas fresas. Sin él poner el plástico en día de viento hubiese sido
más complicado;
Y ahora clientes, amigos, lectores, apreciadores de
fresas de las buenas, de aquellas que son producidas respectando los tiempos de
la naturaleza y la naturaleza, nos resta esperar algunos meses pero os
garantizamos que la espera va a valer la pena porque las cosas hechas con
cariño sólo pueden salir buenas!