O inverno torna a quinta muito verde. Foi assim que
a conhecemos há dois anos atrás e se nos esquecermos um pouco do trabalho que
vai dar voltar a cortar as ervas daninhas por enésima vez, até achamos que fica
muito bonita.
E então à cabeça veio-me o poema de Camões, Verdes
são os campos. Deixo-vos o poema em português. Descobri
também que o Zeca Afonso interpreta este poema mas isso, já sabem, fica para o
próximo sábado.
Verdes são os
campos,
De cor de limão:
Assim são os
olhos
Do meu coração.
Campo, que te
estendes
Com verdura
bela;
Ovelhas, que
nela
Vosso pasto
tendes,
De ervas vos
mantendes
Que traz o
Verão,
E eu das
lembranças
Do meu coração.
Gados que
pasceis
Com
contentamento,
Vosso mantimento
Não no
entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas,
não:
São graças dos
olhos
Do meu coração.
El
invierno deja la finca muy verde. Así fue como la conocimos hace dos años y si
nos olvidamos un poco del trabajo que dará volver a quitar todas las hierbas por
enésima vez, hasta la encontramos bonita.
Y
entonces me vino a la cabeza el poema de Camões , Verdes son los campos. Os
dejo con el poema (arriba, en portugués). También he descubierto que Zeca
Afonso interpreta el poema pero eso, ya sabéis, queda para el próximo sábado.







