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O jardim das delicias



Depois de termos pintado o muro fiquei tão contente que achei que finalmente era hora de construir um jardim.




Entre o muro e a casa há um espaço que estava totalmente dominado pelas ervas daninhas. Limpamos esse espaço e já tínhamos todas as condições para começar o jardim.




As condições eram não ter que comprar nada e que não me exigisse grande manutenção especialmente de água pois com o clima que temos agora esse é um dos bens mais limitados.




E assim de uma forma um pouco aleatória transplantamos uma série de suculentas que tinha em vasos. Algumas foram-me oferecidas por vizinhos como a suculenta em forma de rosa e a aloé vera e outras vou “roubando”. Quando vou a algum sitio que tenha suculentas trago sempre um pezinho que coloco num vaso e pega facilmente.




Para além das suculentas temos também alguns rosmaninhos e plantas de absinto que quando cresçam mais nos vão ser de muito uso contra alguns bichos como a áltica, uma espécie de pulga que costuma atacar as couves.




Também tinha uma série de bolbos de lírios que semeei, acho que não é o melhor momento mas talvez sobrevivam e na próxima primavera possa ter o jardim todo florido.




E para finalizar gostava de cobrir tudo o que não está plantado com pedras varias. São pedras que vamos trazendo da praia e portanto a este ritmo vamos demorar a cobrir tudo. Como sempre é uma questão de paciência.




E de jardim é tudo, para a semana mostramos-vos um bonito trabalho de reabilitação de paisagem e de património rural.





El jardín de las delicias

Después de haber pintado el jardín me vine tan arriba que me pareció que era un buen momento para empezar el jardín.

Entre el muro y la casa hay un espacio que estaba totalmente dominado por las malas hierbas. Limpiamos ese espacio y ya teníamos todas las condiciones para empezar el jardín.

Las condiciones eran no comprar nada y que no exigiera gran mantenimiento sobretodo de agua pues con el clima que tenemos ahora ese es uno de los bienes más limitados.

Y así de forma un poco aleatoria transplantamos una serie de suculentas que tenia en tiestos. Algunas me las habían ofrecido como la suculenta en forma de rosa y el aloe vera y otras he ido “robando”. Cuando voy a algún sitio que tenga suculentas siempre traigo un trocito para plantar y normalmente es fácil de reproducir.

Además de las suculentas tenemos algunas lavandas y plantas de absenta que cuando crezcan nos van a servir para luchar contra algunos bichos como la altica, una especie de pulga que ataca las coles.

También tenia una serie de bulbos de lirios que sembré, creo que no es el mejor momento pero quizás sobrevivan y la próxima primavera pueda tener el jardín florido.

Y para terminar me gustaría cubrir todo lo que no está plantado con piedras variadas. Son piedras que vamos trayendo de la playa así que a este ritmo va a tardar hasta que tengamos todo cubierto. Como siempre es una cuestión de paciencia.

Y de jardín es todo, la semana que viene os enseñaremos un bonito trabajo de rehabilitación de paisaje y de patrimonio rural.

No ultimo mês...

Saudações campestres a todos!! Não é que tenhamos desaparecido, simplesmente estamos em época alta e este está a ser mais um ano de muito trabalho!

Este ultimo mês tem sido muito intenso e entretido de forma que o tempo parece que simplesmente se esfumou.




No fim de Maio recebemos uma visita vinda das longínquas Alemanhas. Presenteamos a nossa ilustre visita com um belo almoço da horta à mesa. Nesse dia apanhamos ervilhas e cerejas e no fim os presenteados fomos nós: um saco multi-usos para utilizar na horta e dois pacotes de maravilhosas sementes biológicas de uma marca que em Portugal está representada pelas Sementes Vivas.




No fim de semana a seguir mais um almoço da horta à mesa donde saiu uma magnífica paella de campo feita com fogo de lenha. Desta vez os ilustres comensais foram uns clientes do mercado da Quinta das Conchas que isto de ir ao mercado dá para muito, até para fazer amizades! Também fomos presenteados com uma sobremesa deliciosa de doce de ovo não apta para corpos em dieta!




E entre uma coisa e outra recebemos o nosso primeiro Wooffer. Woof é um programa mundial que permite que pessoas vivam e sejam voluntários em quintas organicas. A principio do ano inscrevemo-nos e agora começamos a receber os primeiros voluntários. A primeira experiência foi muito positiva. O Grabriel chegou num momento de algum trabalho e graças a ele pudemos apanhar e descascar muitos kg de ervilhas que vendemos e outras congelamos. Também pudemos apanhar muitos kg de cerejas e fazer uns quantos frascos de doce. Acompanhou-me ao mercado semanal e graças a ele terminamos finalmente o galinheiro.




Como ultimo apontamento queria dizer que este está a ser um ano agrícola fantástico. Eu não paro de repetir que é um ano de abundância e talvez até um ano irrepetível. Há muito de tudo e tudo de grande qualidade. E isso aumentou bastante a carga de trabalho, portanto se não aparecemos muito por aqui procurem-nos no instagram que aí sempre aparece uma foto ou outra!




En el ultimo mes...

Saludos desde el campo! No es que hayamos desaparecido, simplemente estamos en temporada alta y este está siendo un año de mucho trabajo!

Este ultimo mes ha sido muy intenso y entretenido así que parece que el tiempo haya volado.

A finales de Mayo recibimos una visita desde Alemania. La recibimos con una rica comida del huerto a la mesa. Ese día cogimos guisantes y cerezas y al final hemos recibido un regalo: una saca para el huerto y dos bolsitas de semillas ecológicas.

El siguiente fin de semana, otra comida del huerto a la mesa donde cocinamos una magnifica paella de campo hecha con fuego de leña. De esta vez los ilustres invitados fueran unos clientes del mercado Quinta das Conchas, que esto de ir al mercado da para mucho, hasta para hacer amigos! También tuvimos derecho a un regalo para el postre: un dulce de huevo no apto para cuerpos en régimen!

Y entre una cosa y otra recibimos a nuestro primero Wooffer. Woof es un programa mundial que permite vivir y trabajar de forma voluntaria en fincas orgánicas. A principios de año nos apuntamos y ahora empezamos a recibir nuestros primeros voluntarios. La primera experiencia fue muy positiva. Gabriel llegó en un momento de algún trabajo y gracias a él pudimos pelar muchos guisantes, coger muchos kg. de cerezas de las cuales hicimos confitura. Me acompañó al mercado y también gracias a él terminamos el gallinero.

Y como ultimo apunte quería decir que este está siendo un año agrícola fantástico. Yo no paro de repetir que es un año de abundancia y quizás un año irrepetible. Hay mucho de todo y todo de gran calidad. Y por eso tenemos más trabajo así que si no aparecemos por aquí, buscadnos en instagram que ahí siempre aparece alguna foto!

Amaciador de roupa caseiro



Na quinta temos fossa séptica. Isto quer dizer que todos os resíduos que saem da nossa casa vão a uma espécie de caixa-buraco e aí ficam depositados. A parte mais liquida destes resíduos vai-se filtrando para a terra.

A nossa fossa séptica, como muitas outras coisas da nossa casa, não está muito bem feita o que quer dizer que aí vai parar tudo, já seja orgânico ou não orgânico, como os detergentes da loiça, da roupa, os champôs, etc, etc. Já há algum tempo que tinha a idéia de tentar diminuir a quantidade de produtos químicos que enviamos à fossa. Por outro lado cá em casa temos dois grupos: o que gosta da roupa com cheiro a detergente e o que odeia que a roupa lavada cheire a perfume sintético.

Por estas duas razões achei que era momento de começar a usar um produto mais natural, que fosse igualmente eficaz e que não tivesse tanto cheiro.




Os ingredientes são simples e fáceis de encontrar:

- 10 g de bicarbonato: podem procurar nas drogarias ou em lojas de bricolage, na parte dos produtos de limpeza

- 200 ml de água quente

- 800 ml de vinagre: o que aparece na imagem é o meu preferido pois tem um ligeiro aroma a limão. Podem encontrá-lo em drogarias ou lojas de bricolage. Também já encontrei uma versão mais barata mas sem cheiro a limão, num hipermercado

- 20 gotas de óleo essencial: é opcional, simplesmente é para perfumar. No amaciador que preparei optei pela solução mais económica que foi acrescentar uma medida de um amaciador comercial. Deu um ligeiro perfume mas muito suave e assim em casa todos estamos satisfeitos.




A preparação também é rápida e fácil. Num recipiente, misturam-se a água quente com o vinagre, o bicarbonato e o perfume. Não se assustem, vai haver uma reação química entre o bicarbonato e o vinagre e a solução liquida vai borbulhar por uns segundos. Esperamos que esta reação pare e colocamos todo o liquido num recipiente.

Eu aproveitei um antigo recipiente de amaciador comercial e utilizo como medida uma tampa. É conveniente agitar antes de usar.

Sinceramente não fiz as contas para comparar se fica mais económico que um amaciador comercial. Acho que não tendo em conta que no mercado há preços muito baixos mas neste caso compensa-nos e a nossa fossa séptica também agradece!





Suavizante de ropa casero

En la finca tenemos fosa séptica. Esto quiere decir que todos los residuos que salen de nuestra casa van a una especie de caja-agujero y ahí quedan. La parte más liquida de estos residuos se va filtrando en la tierra.

Nuestra fosa séptica, como muchas otras cosas en la casa, no está muy bien hecha lo que quiere decir que todo va a parar ahí, ya sea orgánico o no orgánico como detergentes, champús, etc, etc. Hace ya algún tiempo que tengo la idea de intentar reducir la cantidad de productos químicos que enviamos a la fosa. Además en casa hay dos grupos: el que le gusta la ropa con olor a detergente y el que odia que la ropa lavada huela a perfume sintético.

Por estas dos razones me pareció que este era el momento de empezar a usar un producto más natural, pero que fuera eficaz y no tuviera tanto olor.

Los ingredientes son fáciles de encontrar:

- 10 g de bicarbonato de sodio: lo podéis encontrar en ferreterías o tiendas de bricolage, en la parte de productos de limpieza

- 200 ml de agua caliente

- 800 ml de vinagre: el que aparece en la foto es mi preferido pues huele a limón. También he encontrado una versión más económica sin olor a limón, en una gran superficie

- 20 gotas de aceite esencial: es opcional, simplemente es para dar olor. En el suavizante que he preparado he utilizado un tapón de un suavizante comercial. Le ha dado un ligero perfume pero más suave y así todos satisfechos.

La preparación también es rápida y fácil. En un recipiente, se mezclan el agua caliente con el vinagre, el bicarbonato y el perfume. No os asustéis, habrá una reacción química entre el bicarbonato y el vinagre que provoca burbujas. Esperamos a que pase y guardamos el liquido en una botella.

Yo he aprovechado una antigua botella de un suavizante comercial y utilizo como medida su tapón. Es conveniente mover la botella antes de usar.

La verdad es que no he hecho números para comparar si es más barato que un suavizante comercial. Creo que no teniendo en cuenta que hay productos muy baratos en el mercado pero en este caso nos compensa y nuestra fosa séptica también agradece!

Produtores que gostamos: Colheitas d´Óbidos



Conhecemos o José das Colheitas d´Óbidos num mercado em Torres Vedras. O José é um homem tranquilo, pelo menos é essa a sensação que transmite e no entanto é das pessoas mais dinâmicas que conhecemos neste mundo agrícola.





Quando conhecemos o seu projeto ficamos com muito curiosidade de visitar a sua produção. O seu conceito baseia-se em que cada cliente vai à quinta e colhe o que necessita. Para além das frutas e verduras mais tradicionais, apostaram por produtos diferentes como as batatas violeta, as courgettes amarelas ou os maracujás amarelos. Para além de produzirem, dão também palestras sobre alimentação.





E se a horta, os pomares e as plantações de frutos vermelhos me deixaram fascinada o que dizer da casa de banho seca! As casas de banho secas funcionam sem água, simplesmente depois de cada utilização tem que se tirar dentro da sanita, serradura misturada com cal para evitar cheiros. Quando o recipiente estiver cheio despeja-se e o conteúdo é usado como composto. Se tinha as minhas duvidas sobre este conceito, elas dissiparam-se depois de ver a casa de banho da Colheitas d´’Obidos de modo que decidimos que vamos fabricar uma na quinta!





As Colheitas d’ Óbidos estão em A-da-Gorda a poucos quilómetros de Óbidos. Se estiverem perto e quiserem provar produtos diferentes passem por lá e façam a vossa própria colheita!







Productores que nos gustan: Colheitas d’Óbidos

Conocimos a José de Colheitas d’ Óbidos en un mercado en Torres Vedras. José es un hombre tranquilo, al menos esa es la sensación que transmite y sin embargo es una de las personas más dinámicas que conocimos en este mundo agrícola.

Cuando nos enteramos de su proyecto quedamos con mucha curiosidad de visitar su producción. Su concepto se basa en que cada cliente va a la finca y cosecha lo que necesita. Además de las frutas y verduras más tradicionales, han apostado por productos distintos como la patata violeta, los calabacines amarillos o los maracuyás amarillos. Además de producir, también hacen charlas sobre alimentación.

Y si el huerto, los árboles y las plantaciones de frutos rojos me han dejado fascinada, lo que decir del lavabo seco! Los lavabos secos funcionan sin agua, simplemente después de cada utilización se tiene que echar serrín mezclado con cal para evitar los olores. Cuando el recipiente está lleno, se echa el contenido que es usado como compost. Si tenía mis dudas sobre este concepto, han desaparecido después de ver el lavabo de Colheitas d’ Óbidos asi que hemos decidido hacer uno en la finca!

Las Colheitas d’ Óbidos están en A-da-Gorda a pocos kilómetros de Óbidos. Si estáis cerca y queréis probar productos distintos podéis pasar por la finca y hacer vuestra cosecha!

Instagram



E este verão foi quando nos rendemos à rede social dos quadradinhos!!! Não prometemos várias fotos ao dia nem sequer fotos diárias porque um dia na quinta não nos dá para tanta rede social mas de vez em quando podem contar com alguma publicação.




Se tiverem instagram e vos apetecer seguir-nos, estamos aqui!!





Instagram

Y este verano fue cuando nos rendimos a la red social de los cuadraditos!! No prometemos varias fotos al día ni tan siquiera fotos diarias porque un día en la finca no nos da para tanta red social pero de tanto en tanto algo publicaremos.

Si tenéis instagram y os apetece seguirnos, estamos aquí!!

Produtores que gostamos: Ecoaldeia de Janas

No principio do verão propusemo-nos visitar algumas quintas de produtores amigos.

Acabamos por só fazer duas visitas das várias que tínhamos pensado, as outras ficam na nossa lista de pendentes!

No pico do calor, quase, quase no fim de Julho fomos até Janas, Sintra visitar a Ecoaldeia de Janas. Estes produtores são nossos vizinhos de banca no mercado da Quinta das Conchas e das nossas conversas com a Silvia nasceu a vontade de conhecer melhor este projeto.


fonte: Ecoaldeia de Janas


Tal como podemos ler na sua página weba Ecoaldeia de Janas é um colectivo de pessoas unidas com o objetivo de construir e viver um centro de educação não-formal para a sustentabilidade ligado aos ofícios tradicionais e manuais, aplicando e partilhando soluções práticas e inovadoras no sentido de uma maior resiliência à escala local e regional.




Na Ecoaldeia de Janas convivem várias pessoas das mais variadas nacionalidades. Há os que trabalham neste projeto de forma permanente, há os voluntários que vêm de todos os sítios do globo para aprender e partilhar conhecimento, há alunos que participam nos variados workshops que promovem e também turistas que passam alguns dias alojados na quinta.


fonte: Ecoaldeia de Janas


As principais áreas deste projeto são a apicultura, carpintaria, construção natural, a agricultura entre muitas outras. Têm frequentemente vários workshops, alguns relacionados com a recuperação de ofícios tradicionais como a cestaria, carpintaria ou a costura.




Nós gostamos de tudo o que vimos mas na minha memória ficou-me a mercearia com os seus móveis de madeira e o seu chão de pedra, a sala de estar com a sua grande lareira e os seus bancos de escola, onde se fazem muito dos cursos, e os telhados vegetais cheios de suculentas. Um dia também vamos ter um assim!





Productores que nos gustan: Ecoaldeias de Janas

A principios de verano nos propusimos visitar algunas fincas de productores amigos.

Al final sólo hemos hecho dos visitas de las que teníamos pensado hacer, las otras quedan pendientes!

En un día calido de verano, casi a finales de Julio fuimos hasta Janas, Sintra, paraa visitar la Ecoaldeia de Janas. Estos productores son nuestros vecinos de parada en el mercado de Quinta das Conchas.

Tal como podemos leer en su página webla Ecoaldeia de Janas es un colectivo de personas unidas con el objetivo de construir y vivir un centro de educación no formal para la sostenibilidad ligada a los oficios tradicionales y manuales, aplicando y compartiendo soluciones practicas e innovadoras en el sentido de una mayor resiliencia a las escala local y regional.

En la Ecoaldeia de Janas conviven personas de distintas nacionalidades. Hay los que trabajan en el proyecto de forma permanente, hay los voluntarios que vienen de todos los rincones del globo para aprender y compartir conocimientos, hay algunos que participan en los varios talleres que hacen y también turistas que pasan algunos días en la finca.

Las principales áreas de este proyecto son la apicultura, carpintería, construcción con técnicas naturales, la agricultura entre muchas otras. Suelen hacer varios talleres, algunos relacionados con la recuperación de oficios tradicionales como la carpintería o la alfarería.

A nosotros nos ha gustado todo lo que hemos visto pero en mi memoria se quedó el colmado con sus muebles de madera y su suelo de piedra, el salón con su grande chimenea y sus bancos de escuela donde se hacen muchos cursos, y las cubiertas vegetales llenos de suculentas. Un día también tendremos un tejado así!!

O verão

Oficialmente já despedimos o verão no calendário mas parece que ainda o teremos por aqui alguns dias mais.





O nosso verão foi marcado por uma dualidade: houve momentos em que se fez eterno e parecia que nunca mais ia acabar e outros em que de repente percebemos de que já estávamos caminhando até ao seu fim.





Na horta o verão foi duro, o mais duro que vivemos. Demasiado calor durante demasiados dias. Chegou um momento em que “meio” desistimos da horta. Deixamos de semear ou plantar e dedicamo-nos a tentar salvar o que já tínhamos em produção. A água foi a palavra chave desde ano. Fruta houve muito pouca, os pimentos tiveram dificuldades em arrancar, alguns não sobreviveram, os tomates literalmente assaram na planta e um comprido etc de dificuldades que fomos superando.





Mas nem tudo foram problemas. Foram meses de muito trabalho com dois mercados seguidos. Voltamos à Areia Branca onde passamos domingos agradáveis mesmo sendo domingos de trabalho.





Tivemos visitas de amigos e familiares distantes mas que gostamos de manter o contato.

Visitamos quintas de produtores amigos onde aprendemos e onde nos inspiramos.

E também foi neste verão 2016 que tomamos uma decisão que nos mudou a vida profissional e nos permitiu finalmente começar a crescer.





E muitas mais aventuras e peripécias tivemos mas não vos vamos aborrecer mais.

Agora começa uma nova temporada, chega o outono que desejamos que seja realmente outono. Volta a ser momento de muito trabalho com as nozes, azeitonas e todos os novos projetos que bailam nas nossas cabeças.





Recomeçamos com os dedos cruzados e pensamento positivo!






El verano

Oficialmente hemos despedido el verano en el calendario aunque creo que lo vamos a tener por aquí unos días más.

Nuestro verano ha sido marcado por una dualidad: hubo momentos en que se hizo eterno y otros en que de repente nos dimos cuenta de que ya estábamos caminando hasta su final.

En el huerto el verano ha sido duro, el más duro que hemos vivido. Demasiado calor durante demasiados días. Hubo un momento en que casi dejamos el huerto. Dejamos de sembrar o plantar y nos dedicamos a salvar lo que ya teníamos produciendo. El agua fue la palabra clave de este verano. Tuvimos poca fruta, los pimientos han tenido dificultades en arrancar, algunos no han sobrevivido, los tomates literalmente asaron en la planta y un largo etc. de dificultades que hemos ido superando.

Pero no todo han sido problemas. Han sido meses de mucho trabajo con dos mercados seguidos. Volvimos a Areia Branca donde pasamos domingos agradables aunque fuera trabajando.

Tuvimos visitas de amigos y familiares lejanos.

Visitamos fincas de productores agrícolas amigos donde aprendimos y recibimos inspiración.

Y fue también en este verano 2016 que tomamos una decisión que nos cambió la vida profesional y nos permitió por fin empezar a crecer.

Y muchas más aventuras vivimos pero no os vamos a aburrir más.

Ahora empieza una nueva temporada, llega el otoño que deseamos sea realmente otoño. Vuelve a ser momento de mucho trabajo con las nueces, aceitunas, y todos los nuevos proyectos que bailan en nuestras cabezas.

Volvemos a empezar con los dedos cruzados y pensamiento positivo!

Pensamentos sobre o clima

O planeta bateu três recordes de altas temperaturas em Junho passado, de acordo com os dados da Administração Oceânica e Atmosférica de EUA.

O mês de Junho deste ano foi o mais quente desde que começaram os registros de temperatura em 1880, para além de que foi o 14º mês consecutivo em que um mês supera ao anterior.

Estas noticias aparecem por aqui e por ali, o jornalista dá a noticia, nós do outro lado ouvimos e a sensação é de que pouco se faz para inverter a situação.




Este ano praticamente não tivemos fruta. Tivemos nêsperas porque as árvores são muitas e muito grandes e algumas pudemos colher. Depois disso deveriam ter vindo as cerejas, as ameixas e os primeiros pêssegos. Não houve nenhuma cereja, colhemos meia dúzia de ameixas e meia dúzia de pêssegos. Conseguimos fazer a colheita de uma pereira e nada mais. O outono e o inverno foram muito quentes, a primavera foi muito fria, tivemos um dia inteiro em que esteve a granizar na primavera e o verão chegou tarde.

E na horta as coisas também não têm sido fáceis. E no meio deste cenário não podemos deixar de sentir uma certa preocupação, não tanto por nós que temos uma horta variada e sempre há alguma coisa que sai bem, mas pelo futuro em geral. Acho que já cruzamos a linha vermelha há algum tempo e ainda não nos apercebemos disso. É fácil não nos darmos conta que as coisas estão a mudar, sobretudo no que está relacionado com os alimentos: vamos ao mercado ou a qualquer frutaria e sempre há laranjas, tomates, feijão verde e isso para nós é o normal. Não falta de nada porque hoje em dia as coisas podem vir de qualquer sitio do mundo ou são feitas tentando contornar as limitações que o clima nos vai impondo.




E enquanto as secas sejam só em África, as grandes tempestades e inundações sejam em países longínquos, tudo bem. Agora no dia em que as catástrofes relacionadas com as alterações climáticas cheguem à nossa porta, aí sim talvez se tomem as medidas que já se deviam ter tomado há mais tempo. Esperemos que então não seja demasiado tarde.




PS1: nestes últimos tempos tenho pensado que se fosse possível e não muito complicado, as crianças (e porque não também os adultos!) deveriam fazer uma espécie de estágio numa zona rural com a duração de mínimo um ano a começar na primavera, para entender como funcionam os ciclos naturais, como a natureza está baseada num equilíbrio e como esse equilíbrio é fundamental para a nossa existência e sobrevivência.

PS2: as fotografias são da primavera de 2015, este ano a primavera não me inspirou muito...





Pensamientos sobre el clima

El planeta rompió tres récords de altas temperaturas en junio pasado, de acuerdo con los datos de la Administración Nacional Oceánica y Atmosférica de EE.UU.

El mes de junio de este año fue el más caluroso desde que comenzaron los registros de temperaturas, en 1880, además de que fue el decimocuarto mes consecutivo en el que un mes supera al anterior.

Estas noticias aparecen por aquí y por allí, el periodista da la noticia, nosotros la escuchamos y la sensación es que poco se hacer para revertir la situación.

Este año prácticamente no tuvimos fruta. Tuvimos nísperos porque hay muchos árboles y son muy grandes. Después tendrían que haber venido las cerezas, las ciruelas, y los primeros melocotones. No hubo ni una cereza, cosechamos media docena de ciruelas y media docena de melocotones. Logramos hacer la cosecha de un peral y nada más. El otoño y el invierno han sido demasiado cálidos, la primavera muy fría y con granizadas y el verano ha llegado tarde.

Y en el huerto las cosas tampoco están siendo fáciles. Y con todo esto no podemos dejar de sentir una cierta preocupación, no tanto por nosotros que tenemos un huerto variado y siempre hay algo que sale bien, pero preocupados por el futuro en general. Creo que hemos cruzado la línea roja hace algún tiempo y no nos hemos dado cuenta. No es fácil ver que las cosas han cambiado sobretodo en lo relacionado con los alimentos: vamos al mercado o a la frutería y siempre hay naranjas, tomates, judía verde y eso para nosotros el lo normal. No falta de nada porque hoy en día las cosas pueden venir de cualquier sitio o son producidas contornando las limitaciones que el clima nos impone.

Y mientras la sequía sea sólo en África, las inundaciones en países lejanos, todo va bien. Ahora en el día que las catástrofes relacionadas con el cambio climático, lleguen a nuestras puertas, ahí sí, quizás se tomen las medidas que se deberían haber tomado hace tiempo. Esperemos que por ese entonces no sea demasiado tarde.


PD1: en estos últimos tiempos he pensado que si fuera posible y no muy complicado, los niños (y también los adultos!) deberían hacer una especie de practicas en una zona rural durante al menos un año empezando en primavera, para poder entender como funcionan los ciclos naturales, como la naturaleza está basada en un equilibrio y en como ese equilibrio es básico para nuestra existencia y sobrevivencia.

PD2: las fotos son de la primavera de 2015, este año la primavera no me ha inspirado demasiado...

Campos dourados



Se tivesse que definir o concelho de Sobral de Monte Agraço em imagens, uma delas seria os campos dourados de cereal ondulante. Outra seria a do vento personificado nos inúmeros moinhos que há pela zona, dos tradicionais que moíam o cereal para fazer pão e dos modernos que agora produzem energia de uma forma sustentável.





E com a chegada do verão ceifa-se o cereal e aparecem espalhados pelo campo fardos de palha. E de tantos que vejo e de tanto que gosto deles acabo por não me resistir e meto-me no meio de um desses campos dourados. Há vento como é normal. Os gigantes moinhos produtores de energia dão voltas e voltas. Os outros infelizmente estão parados.






Campos dorados

Si tuviera que definir la comarca de Sobral de Monte Agraço en imágenes, una de ellas seria los campos dorados de cereal. Otra seria la del viento personado en los múltiples molinos que hay por la zona, de los tradicionales que molían el cereal para hacer pan y de los modernos que ahora producen energía de forma sostenible.

Y con la llegada del verano se cosecha el cereal y aparecen por los campos los fardos de paja. Y de tantos que veo y de tanto que me gustan acabo por no resistir y me meto en uno de esos campos dorados. Hace viento como es normal. Los gigantes molinos productores de energía dan vueltas y vueltas. Los otros desafortunadamente están parados.

Sustentável

Assim definimos a nossa produção agrícola e assim é como tentamos que seja a nossa vida. E dentro deste objetivo reciclar é indispensável. Não podem imaginar a quantidade de coisas e objetos que se descartam que podem ter uma segunda vida.




Foi o caso deste tanque de água encontrado em Lisboa. Gerir a água hoje em dia é essencial. E vai ser ainda mais no futuro. Este ano tivemos muita chuva mas quem nos garante que o próximo não será de seca?




De modo que lá subimos o tanque ao tejadilho do carro e fizemos a viagem para casa. De momento vai servir para armazenar água para as regas do verão e no futuro quem sabe, talvez possa alimentar a água da casa.




Na Quinta Sinfonia dizemos não ao desperdício de objetos e sobretudo ao desperdício de água!!



Sostenible

Así definimos nuestra producción agrícola y así es como intentamos que sea nuestra vida. Y dentro de este objetivo, reciclar es importante. No podéis imaginar la cantidad de cosas y objetos que se descartan que pueden tener una segunda vida.

Fue el caso de este tanque de agua encontrado en Lisboa. Gestionar el agua hoy en día es esencial. Y lo va a ser aun más en el futuro. Este año llovió mucho pero quien nos garante que el próximo no será de sequía?

Así que subimos el tanque a la vaca del coche y hicimos el viaje hacia casa. De momento va a servir para almacenar agua para el riego de verano y en el futuro quien sabe, quizás pueda alimentar el agua de casa.

En Quinta Sinfonia decimos no al desperdicio de objetos y sobretodo al desperdicio de agua!!

Já lá vão três anos...



...e foram tantas as coisas, foi tal a intensidade, que quero escrever algo e não sei bem por onde começar. É certo que muitos projetos não foram realizados pelas circunstancias que se foram apresentando ao longo do caminho, mas também fizemos tantas coisas, vivemos tantas experiências, conhecemos tantas pessoas tão interessantes que tudo o que não foi possível ganha o estatuto de irrelevante.




Não conseguimos fazer nenhuma grande obra na quinta, a casa continua daquela maneira, os muros da quinta reclamam ser arranjados, os caminhos estão como estão, as ervas são rainhas e senhoras em algumas zonas mas ainda assim, as coisas funcionam. Cada vez me sinto mais em casa, cada vez acho a quinta mais bonita!




E dentro desta perfeição imperfeita (ou vice versa!) as coisas vão funcionando: produzimos bons produtos que alimentam a nossa mesa mas também a de alguns clientes aos quais estamos infinitamente agradecidos. Continuamos fieis à idéia inicial: não utilizamos químicos, deixamos que os produtos cresçam ao seu ritmo, que amadureçam quando a natureza assim o entenda, respeitamos o nosso meio envolvente o mais possível e acreditamos que este é o caminho, ao menos o nosso caminho.




Sempre digo que não é um caminho fácil mas e o que nos rimos?! De nós mesmos, de coisas que fizemos, de coisas que nos aconteceram!! Enfim, impagável!!




De modo que aqui continuamos e continuaremos porque ainda há muito trabalho a fazer!!



Y ya van tres años...

...y han sido tantas las cosas, fue tal la intensidad, que quiero escribir y no sé bien por donde empezar. Es cierto que muchos proyectos no se han realizado por las circunstancias que se han ido presentando al largo del camino, pero también hicimos tantas cosas, vivimos tantas experiencias, conocimos tantas personas y tan interesantes que todo lo que no ha sido posible gana el estatuto de irrelevante.

No logramos hacer ninguna gran obra en la finca, la casa sigue de aquella manera, los muros de la finca reclaman un arreglo, los caminos están como están, las hierbas son reinas y señoras en algunas zonas, pero aun así las cosas funcionan. Cada vez me siento más en casa, cada vez encuentro la finca más bonita!

Y dentro de esta perfección imperfecta (o al revés!) las cosas van funcionando: producimos buenos productos que alimentan nuestra mesa pero también la de algunos clientes a los cuales estamos infinitamente agradecidos. Seguimos fieles a la idea inicial: no utilizamos químicos, dejamos que los productos crezcan a su ritmo, que maduren cuando la naturaleza así lo diga, respectamos nuestro entorno lo más posible y creemos que este es el camino, al menos nuestro camino.

Siempre digo que no es un camino fácil pero y lo que nos reímos?! De nosotros mismos, de cosas que hicimos, de cosas que nos han pasado!! Todo esto no tiene precio!!

Así que aquí seguimos y seguiremos porque aun queda mucho trabajo que hacer!!

Queréis leer lo que hemos escrito el año pasado?