O planeta bateu três
recordes de altas temperaturas em Junho passado, de acordo com os dados da
Administração Oceânica e Atmosférica de EUA.
O mês de Junho deste ano foi
o mais quente desde que começaram os registros de temperatura em 1880, para
além de que foi o 14º mês consecutivo em que um mês supera ao anterior.
Estas noticias aparecem por
aqui e por ali, o jornalista dá a noticia, nós do outro lado ouvimos e a
sensação é de que pouco se faz para inverter a situação.
Este ano praticamente não
tivemos fruta. Tivemos nêsperas porque as árvores são muitas e muito grandes e
algumas pudemos colher. Depois disso deveriam ter vindo as cerejas, as ameixas
e os primeiros pêssegos. Não houve nenhuma cereja, colhemos meia dúzia de
ameixas e meia dúzia de pêssegos. Conseguimos fazer a colheita de uma pereira e
nada mais. O outono e o inverno foram muito quentes, a primavera foi muito
fria, tivemos um dia inteiro em que esteve a granizar na primavera e o verão
chegou tarde.
E na horta as coisas também
não têm sido fáceis. E no meio deste cenário não podemos deixar de sentir uma
certa preocupação, não tanto por nós que temos uma horta variada e sempre há
alguma coisa que sai bem, mas pelo futuro em geral. Acho que já
cruzamos a linha vermelha há algum tempo e ainda não nos apercebemos disso. É
fácil não nos darmos conta que as coisas estão a mudar, sobretudo no que está
relacionado com os alimentos: vamos ao mercado ou a qualquer frutaria e sempre
há laranjas, tomates, feijão verde e isso para nós é o normal. Não falta de
nada porque hoje em dia as coisas podem vir de qualquer sitio do mundo ou são
feitas tentando contornar as limitações que o clima nos vai impondo.
E enquanto as secas sejam só
em África, as grandes tempestades e inundações sejam em países longínquos, tudo
bem. Agora no dia em que as catástrofes relacionadas com as alterações
climáticas cheguem à nossa porta, aí sim talvez se tomem as medidas que já se
deviam ter tomado há mais tempo. Esperemos que então não seja demasiado tarde.
PS1: nestes últimos tempos
tenho pensado que se fosse possível e não muito complicado, as crianças (e
porque não também os adultos!) deveriam fazer uma espécie de estágio numa zona
rural com a duração de mínimo um ano a começar na primavera, para entender como
funcionam os ciclos naturais, como a natureza está baseada num equilíbrio e
como esse equilíbrio é fundamental para a nossa existência e sobrevivência.
PS2: as fotografias são da
primavera de 2015, este ano a primavera não me inspirou muito...
Pensamientos sobre el clima
El
planeta rompió tres récords de altas temperaturas en junio pasado, de acuerdo
con los datos de la
Administración Nacional Oceánica y Atmosférica de EE.UU.
El
mes de junio de este año fue el más caluroso desde que comenzaron los registros
de temperaturas, en 1880, además de que fue el decimocuarto mes consecutivo en
el que un mes supera al anterior.
Estas
noticias aparecen por aquí y por allí, el periodista da la noticia, nosotros la
escuchamos y la sensación es que poco se hacer para revertir la situación.
Este
año prácticamente no tuvimos fruta. Tuvimos nísperos porque hay muchos árboles
y son muy grandes. Después tendrían que haber venido las cerezas, las ciruelas,
y los primeros melocotones. No hubo ni una cereza, cosechamos media docena de
ciruelas y media docena de melocotones. Logramos hacer la cosecha de un peral y
nada más. El otoño y el invierno han sido demasiado cálidos, la primavera muy fría
y con granizadas y el verano ha llegado tarde.
Y
en el huerto las cosas tampoco están siendo fáciles. Y con todo esto no podemos
dejar de sentir una cierta preocupación, no tanto por nosotros que tenemos un
huerto variado y siempre hay algo que sale bien, pero preocupados por el futuro
en general. Creo que hemos cruzado la línea roja hace algún tiempo y no nos
hemos dado cuenta. No es fácil ver que las cosas han cambiado sobretodo en lo
relacionado con los alimentos: vamos al mercado o a la frutería y siempre hay
naranjas, tomates, judía verde y eso para nosotros el lo normal. No falta de
nada porque hoy en día las cosas pueden venir de cualquier sitio o son
producidas contornando las limitaciones que el clima nos impone.
Y
mientras la sequía sea sólo en África, las inundaciones en países lejanos, todo
va bien. Ahora en el día que las catástrofes relacionadas con el cambio climático,
lleguen a nuestras puertas, ahí sí, quizás se tomen las medidas que se deberían
haber tomado hace tiempo. Esperemos que por ese entonces no sea demasiado
tarde.
PD1:
en estos últimos tiempos he pensado que si fuera posible y no muy complicado, los
niños (y también los adultos!) deberían hacer una especie de practicas en una
zona rural durante al menos un año empezando en primavera, para poder entender
como funcionan los ciclos naturales, como la naturaleza está basada en un
equilibrio y en como ese equilibrio es básico para nuestra existencia y
sobrevivencia.
PD2:
las fotos son de la primavera de 2015, este año la primavera no me ha inspirado
demasiado...
Lo que nos comentas es muy preocupante, y por lo que vemos la linea es esta.
ResponderEliminarY si, España, y por ende Portugal, se están desirtificando.
Me sabe mal lo de las cosechas, con tanto sacrificio que supone.
Un abrazo a los tres
Sí es preocupante y lo poco que se hace para cambiar la tendencia. Nosotros seguiremos trabajando y esperamos que el proximo año sea menos complicado.
EliminarUn abrazo!
Este ano foi complicado... E se na estufa não se notou muita coisa, já ao ar livre as culturas estão bastante atrasadas (não falo das minhas que formam mesmo tarde para a terra, mas as dos vizinhos que plantaram as coisas atempadamente)...
ResponderEliminarEspero que ainda se vá a tempo...
Boa semana!
Está a ser muito complicado!! Espero que o próximo ano tenha as estaçoes mais definidas e mais normais!!
EliminarBoa semana!!!
Uma reflexão muito pertinente, sem dúvida. É assustador. Mas vivemos neste mundo assustador e temos de viver o melhor possível e o mais em paz possível diante das circunstâncias. E sim, também acho que todas as crianças deveriam de passar por esse estágio. Vital. Sinceramente, não acho que vamos a tempo de salvar o planeta, mas vamos a tempo de pelo menos terminarmos de uma forma mais humana e menos triste se incutirmos nos mais novos a noção da união com a natureza. Comecemos com os nossos filhos! É o primeiro passo que podemos dar, o primeiro de muitos!
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