Olhando para trás e avançando



Queridos amigos, 2015 foi duro, muito duro. Foi ano de contratempos, sobressaltos e acidentes. À medida que o ano ia avançando íamos pensando “se sobrevivemos a isto sobreviveremos a qualquer coisa”. E isso foi o que fizemos, sobrevivemos e sobreviver é bom pois aqui estamos para escrever e para celebrar as pequenas conquistas. Mas sobreviver é também mau. O bom é simplesmente viver.




Ironicamente este foi também o ano em que o nosso pequeno negócio-forma-de-vida começou a dar os primeiros passos. Lentos ,sim, mas seguros. Não conseguimos [ainda] viver dele mas as coisas começaram a ganhar forma e sentido. Ao longo destes dois anos e meio ouvimos alguns comentários, sugestões, conselhos ou insinuações de que talvez devêssemos abandonar o nosso projeto que já se sabe “a agricultura não dá nada” e porque ao fim e ao cabo cá em casa temos três cursos superiores que certamente nos permitiriam ter outro tipo de trabalho. Nem nos momentos mais duros -e acreditem que os houve e certamente vão haver mais-, duvidamos de que estávamos a ir na direção certa. Em nenhum momento nos assaltaram duvidas. Em nenhum momento deixamos de acreditar. E sobretudo mantivemo-nos juntos e nunca deixamos de trabalhar nem de buscar alternativas, soluções, formas de melhorar. Porque caros leitores, o que aprendi nos últimos anos é que a sorte também existe mas ela não aparece se não a perseguirmos.




E aqui chegamos ao final deste ano. Tivemos boas colheitas – tomates, berinjelas, batata violeta, abóboras, chicórias, favas. Outras não tão boas como a batata em que nos entrou a traça. Fiz muitos doces. Lembro-me daqueles dias de verão atrás do fogão com um calor imenso e pensar que ia valer a pena o esforço. E valeu! Apanhamos muitas amoras. E quando digo muitas, são muitas!! Que nos custou algum acidente e preocupação mas já se sabe “ao menino e ao borracho mete Deus a mão por baixo”!




Fomos a muitos mercados. Começamos a ter clientes que vieram uma, duas, três vezes e por aí em diante. Começamos a ter a tão querida e desejada clientela.




E aqui estamos no fim do ano. Cansados mas contentes . Agradecidos pelo bom, decididos a deixar para trás o mau. Iniciamos um novo ano, continuamos a nossa viagem. Contamos com todos vós, sobretudo com aqueles que nos quiserem ajudar neste caminho! E aproveitamos para vos desejarmos um bom 2016!


[e como nem tudo foi cru, acabamos o ano como o começamos, na praia, com o Alex a correr e nós a passear, a relaxar e a carregar baterias]



Mirando hacia atrás y avanzando

Queridos amigos, 2015 fue duro, muy duro. Fue un año de contratiempos, sobresaltos y accidentes. A medida que el año iba avanzando pensábamos “si sobrevivimos a esto sobreviviremos a cualquier cosa”. Y eso es lo que hemos hecho, sobrevivimos y sobrevivir es bueno pues aquí estamos para escribir y para celebrar las pequeñas conquistas. Pero sobrevivir es también malo. Lo bueno es simplemente vivir.

Irónicamente este fue también el año en que nuestro pequeño negocio-forma-de-vida empezó a dar los primeros pasos. Lentos, sí, pero seguros. No hemos logrado [aun] vivir de el pero las cosas han empezado a ganar forma y sentido. Al largo de estos dos años y medio hemos escuchado algunos comentarios, sugerencias, consejos o insinuaciones de que quizás debiéramos abandonar nuestro proyecto que ya se sabe “la agricultura no da nada” y porque en casa sumamos tres carreras superiores que seguro nos permitirían tener otro tipo de trabajo. Ni en los momentos más duros – y os digo que los hubo y seguirán habiendo – dudamos de que estábamos en el buen camino. En ningún momento tuvimos dudas. En ningún momento dejamos de creer. Y sobretodo nos hemos mantenido unidos y nunca hemos dejado de trabajar ni de buscar alternativas, soluciones, formas de mejorar. Porque caros lectores, lo que he aprendido en los últimos años es que la suerte también existe pero no suele aparecer sin que la busquemos.

Y así llegamos al final de este año. Tuvimos buenas cosechas – tomates, berenjenas, patata violeta, calabazas, escarolas, habas. Otras no tan buenas como la patata pues le entró el bicho. Hice muchas confituras. Me acuerdo de aquellos días de verano detrás del fuego con mucho calor y pensar que iba a valer la pena. Y sí, ha valido la pena! Cogimos muchas moras. Y cuando digo muchas, son muchas! Que nos han costado algún accidente.

Fuimos a muchos mercados. Empezamos a tener clientes que vinieron una vez, dos, tres, y más veces. Empezamos a tener la tan querida y deseada clientela.

Y aquí estamos en el final del año. Cansados pero contentos. Agradecidos por lo bueno, decididos a dejar para tras lo malo. Empezamos un nuevo año, seguimos nuestro viaje. Contamos con todos vosotros, sobretodo con los que queréis apoyarnos en este camino! Y aprovechamos para desearos un feliz 2016!


[y como no todo ha sido dureza, terminamos el año tal como lo empezamos, en la playa, con Alex corriendo y nosotros paseando, relajándonos y cargando baterías]

2 comentários:

  1. Muito bonito, muito inspirador. Continuem com essa força, essa fé e essa união. Com esses requisitos, não haverá argumentos que destruam o vosso caminho. Que 2016 vos traga mais um ano de aprendizagem e muitas, mas muitas vitórias!

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    1. Obrigada e um bom 2016 para vocês também! Que consigam realizar os vossos sonhos e conquistar os vossos objectivos. Outra coisa boa do 2015 foi encontrar amigos virtuais sempre com uma palavra simpática e prontos a dar-nos ânimo!

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