Trabalho, trabalho, trabalho...

Agora já com a distância como perspectiva pode-se dizer que foi um verão muito produtivo. Num espaço de tempo concentrado fizemos muitas e variadas coisas. O mercado semanal da Areia Branca impôs-nos um ritmo mas havia muitas outras coisas que tinham de ser feitas e não podiam ser adiadas. E agora pouco a pouco vamos vendo os resultados.

E assim a modo de resumo e destacando o mais importante...




...fizemos licor de amoras. Apanhamos amoras sem fim, houve arranhaduras e até acidentes mas ficamos só com a parte boa: os doces de amora e um delicioso licor que já está nas suas respectivas garrafas. Descansa tranquilo esperando um dia especial do mês de Dezembro para ser aberto e degustado.




...conservamos tomate. Porque somos pobres de paladar fino e estamos habituados a comer produtos de grande qualidade. Não gostamos de tomates de estufa, não sabem a nada e nem sequer servem para fazer um bom refugado. Por isso resta-nos esticar os nossos tomates até ao inverno em forma de conserva. É um processo que dá um pouco de trabalho mas é totalmente compensado com a felicidade de comer coisas boas, saborosas e saudáveis.




...fizemos experiências com vinagre. Duas experiências com maçãs. Da primeira saiu esta garrafa meio cheia ou meio vazia, segundo o ponto de vista. Eu chamo-lhe o vinagre channel nº5 porque ficou tão espetacular que é para consumir com moderação.




A rentabilidade desta experiência é baixíssima de modo que tenho outra experiência em curso. Se consigo transformar o liquido que há nesta tina de barro em vinagre então poderemos engarrafá-lo para vender. Que me desculpem os meus clientes mas o vinagre channel ficará para o nosso consumo doméstico.




...secamos figos. Ou melhor, ainda estamos a secar e assim será até que o tempo ajude.


E às vezes metida nestes processos e invenções, provando coisas, às vezes errando, outras acertando, penso o quanto a minha vida mudou. E não só a vida como conceito abstrato mas as coisas que faço, as experiências que tenho. E penso que nesse aspecto sou afortunada. Deixar de fazer parte do rebanho dá muito trabalho mas também permite uma vida mais criativa e original.



Trabajo, trabajo, trabajo...

Ahora ya con la distancia como perspectiva, podemos decir que ha sido un verano muy productivo. En un espacio de tiempo muy concentrado hicimos muchas y variadas cosas. El mercado semanal de Areia Branca nos marcó un ritmo pero había muchas otras cosas que hacer y no las podíamos posponer. Y ahora poco a poco vamos viendo los resultados.

Y así en forma de resumen y destacando lo más importante...

...hicimos licor de mora. Cogimos muchas moras, hubo muchos arañazos y hasta accidentes pero nos quedamos sólo con la parte buena: las confituras de moras y un delicioso licor que ya está en la botella. Descansa tranquilo, esperando a un día especial de Diciembre para que lo degustemos.

...conservamos tomate. Porque somos pobres de morro fino y estamos acostumbrados a comer productos de gran calidad. No nos gustan los tomates de invernadero, no saben a nada y ni tan siquiera sirven para hacer un buen sofrito. Por eso nos resta estirar nuestros tomates hasta el invierno en forma de conserva. Es un proceso que da un poco de trabajo pero que es totalmente compensado por la felicidad de comer cosas buenas, sabrosas y sanas.

...hicimos experimentos con vinagre. Dos pruebas con manzana. De la primera ha salido esta botella medio llena o medio vacía, según el punto de vista. Yo le llamo el vinagre channel nº 5 porque quedó tan rico que lo consumiremos con moderación.

La rentabilidad de este experimento es bajísima así que tengo otra prueba en curso. Si logro transformar el liquido que hay en el recipiente de barro en vinagre entonces lo podremos embotellar y venderlo. Que me disculpen mis clientes pero el vinagre channel quedará para nuestro consumo personal.

...secamos higos. O mejor, aun los estamos secando y así seguiremos hasta que el tiempo ayude.

Y a veces metida en estos procesos y inventos, probando cosas, a veces equivocándome, otras acertando, pienso lo cuanto mi vida ha cambiado. Y no sólo la vida como concepto abstracto pero las cosas que hago, las experiencias que tengo. Y pienso que en este aspecto soy afortunada. Dejar de hacer parte del rebaño da mucho trabajo pero también permite acceder a una vida más creativa y original.

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